Publicado em Deixe um comentário

ANAC emite autorização para drone de inspeção de linhas de transmissão de energia

Aeronave possui 4 metros de envergadura e motorização a combustão

A utilização de aeronaves remotamente pilotadas (RPAS) — popularmente conhecidas como drone — em atividades comerciais tem se tornado cada vez mais frequente no país. Recentemente, com a emissão de mais uma autorização de projeto para exploração comercial realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o número de drones aumentou. A novidade desta vez é que o modelo batizado de RPAS-112 se tornou o primeiro drone certificado pela Agência movido à combustão.

Com uma estrutura convencional de asa fixa, de envergadura de 4 metros e comprimento estimado de 3 metros, a aeronave — que também possui altura de 50 centímetros e peso máximo de decolagem de 25 quilos — poderá realizar voos além da linha de visada visual (beyond visual line of sight – BVLOS), em até 120 metros de altitudes e até 7 km de distância do ponto de decolagem.

Nesta quinta-feira (10/6), representantes da ANAC, EDP, empresa que atua em segmentos do setor elétrico e idealizadora do projeto, e da ENERGIAS – Assessoria em Sistemas de Energia e Comércio Ltda – participaram da solenidade de certificação da aeronave. Durante o evento, o Superintendente de Aeronavegabilidade da Agência, Roberto Honorato, destacou que “esta aprovação emitida pela ANAC demonstra a capacidade da tecnologia em atender demandas específicas da sociedade, para as quais as formas usuais se mostram onerosas ou mesmo de difícil escala.

Além disso, o fato deste desenvolvimento ser realizado no Brasil sinaliza que o projeto e fabricação de drones está em alta. Os benefícios para a sociedade Brasileira tendem a ser crescentes.”

 Etapas de trabalho e utilização da tecnologia

O processo de certificação do RPAS-112 foi concluído após três anos de intenso trabalho, período que a área técnica da Agência validou etapas importantes do projeto de desenvolvimento e de tecnologia do drone, como análise dos relatórios, acompanhamento dos ensaios de voos realizados e ateste do cumprimento dos normativos existentes. A última etapa do processo de autorização ocorreu em abril deste ano, com a realização de testes acompanhados por técnicos da ANAC na cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo.

A certificação do projeto foi conduzida na Agência pela Energias, empresa especializada na legislação do setor energético e em desenvolvimento tecnológico. O drone será empregado em atividades relacionadas à inspeção de linhas de transmissão elétrica operadas pela EDP — distribuidora de energia — em cidades de São Paulo e do Espírito Santo. Além da certificação da ANAC, o drone possui autorizações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e das Agências de Telecomunicação (Anatel) e de Energia Elétrica (ANEEL).

Assessoria de Comunicação Social da ANAC
E-mail: 

#foxdrones

Publicado em Deixe um comentário

XMOBOTS Transporte de Cargas com Drones / DRARGO SOLUTION – Cargo Transportation with Drones

XMOBOTS – SOLUÇÃO DRARGO

Assista ao vídeo de lançamento e acompanhe esse grande passo em direção ao futuro!

Hoje, a XMobots, maior empresa de drones da América Latina, orgulhosamente anuncia sua entrada no mercado logístico de transporte de cargas.

Com a SOLUÇÃO DRARGO, a empresa levará o conceito de “same day delivery” para o interior do Brasil, democratizando para todos o acesso a benefícios logísticos do delivery com drones.

Mas não é só isso: a SOLUÇÃO DRARGO também permitirá a entrega de itens como remédios, vacinas, soros e outros suprimentos básicos para populações que vivem em áreas remotas ou de difícil acesso, distantes dos grandes centros urbanos.

Esse trabalho será realizado graças à alta tecnologia presente no DNA da XMobots: o drone poderá percorrer distâncias de até 1.000 Km e carregar até 41 Kg de carga.

Fonte: https://xmobots.com.br/

 

Publicado em Deixe um comentário

Drone FPV captura imagens incríveis em um showroom da Jaguar

Jason Smith pilota o drone (Créditos: CineCloud)

Drones compactos equipados com GoPro Hero são perfeitos para vídeos curtos em tomada única

Já se tornou tendência vídeos capturados por drones FPV (First Person View). Depois de um vídeo no parque de diversões dentro de um shopping center, outro vídeo no Lake of the Ozarks, mostrando turistas se divertindo no lago artificial, agora é a vez de nova captura de imagens incríveis dentro de um Showroom da Jaguar.

O vídeo foi capturado no recém reformado showroom Jaguar Land Rover em Brighton, Reino Unido.

O drone nos leva por uma viagem, começando do lado de fora do Showroom. Ele acompanha um carro, entrando pela garagem, passa pela recepção, fazendo um voo panorâmico e cruzando com um cliente que entra na loja. Depois ele sobre para o segundo andar, como se subisse pela escada rolante, e faz um voo por entre os belíssimos carros da Jaguar. Por último, o drone desliza por dentro dos carros até chegar na área externa do Showroom, passando por dentro do setor de mecânica, até sair pela porta de entrada.

Esse estilo de vídeo, com drones do tipo CineWhoop (modelo de drone FPV bem compacto), geralmente cria uma narrativa, similar à um curta, com trilha sonora e incluindo pós-processamento sonoro, a fim de criar uma pequena história dentro das imagens, ou aumentar a interação do vídeo. O vídeo foi capturada pela CineCloud, empresa britânica especializada em imagens aéreas e capturas de vídeos FPV.

Jason Smith foi o piloto responsável pela captura do vídeo, utilizando um drone equipado com uma GoPro Hero para imagens em 4K.  “Os dutos ao redor dos propulsores foram criados em impressora 3D. Os dutos tornam o fluxo de ar mais eficiente e permitem um ambiente seguro enquanto voamos dentro de espaços fechados, perto de objetos e pessoas”.

Para manter o sinal, Jason foi empurrado em uma cadeira enquanto ele voava com o drone FPV. Além disso, o processamento de áudio é feito separadamente, após a captura das imagens, pois o drone é muito barulhento. O vídeo em questão precisou de três tomadas para ser filmado.

Fonte: DroneDJ

 

Publicado em Deixe um comentário

Autorização para operação simultânea de drones será facilitada pela ANAC

 

Alteração do RBAC-E nº 94 simplifica os processos de solicitação e aprovação ANAC

 

As operações de drones em cadeia, comuns em eventos com formação de imagens, serão autorizadas de forma mais célere com a aprovação de emenda ao Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial (RBAC-E) nº 94. A iniciativa foi deliberada nessa terça-feira (1/6), em reunião da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Antes da revisão do Regulamento, se exigia que o operador submetesse um pedido de isenção ao requisito do parágrafo E94.107(b) do RBAC-E nº 94 – um procedimento complexo e que passa, necessariamente, pela deliberação da Diretoria da ANAC.

Desde 2017, ano em que passaram a vigorar as regras para operação de drones no Brasil, a ANAC concedeu cinco isenções de requisito para operação em cadeia, incluindo show assistido por milhares de pessoas durante o Rock In Rio, em 2017. No último semestre, a Agência verificou um crescimento no número de pedidos, tendência que, associada à complexidade do procedimento, poderia trazer um gargalo para o desenvolvimento e aplicação dessa tecnologia.

Com a experiência adquirida na análise dos processos anteriores, a Agência entendeu que é possível estabelecer contornos de segurança adequados para cada operação. Assim, a nova redação do dispositivo prevê a possibilidade de operação simultânea mediante autorização específica da ANAC. Esse procedimento será conduzido diretamente pela Superintendência de Padrões Operacionais (SPO), o que reduzirá os trâmites burocráticos e dará mais celeridade aos pedidos.

Um estudo mais amplo do RBAC-E 94 (Requisitos Gerais para Aeronaves Não Tripuladas de Uso Civil), está sendo conduzido no âmbito da Agenda Regulatória da ANAC para o biênio 2021-2022 (Tema nº 5), com término da fase de estudos previsto para o 3º trimestre de 2021. Para acompanhar essa e outras ações da Agenda Regulatória da ANAC (clique no link para acessar).

Assessoria de Comunicação Social da ANAC
E-mail: jornalismo@anac.gov.br

 

Publicado em

Instituto Mineiro de Agropecuária proíbe aplicação de agrotóxicos por drones

Principal motivo para proibição de drones é a não regulamentação pelo Ministério da Agricultura, diz IMA (Foto: Ilustração/Thales Molina)

 

Proibição dos drones surpreende Aprosoja e Sindag em Minas Gerais. Institudo diz que memorando tem caráter educativo e informativo

 

A proibição do uso de drones para aplicação de agrotóxicos em Minas Gerais, determinada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), surpreendeu entidades do agronegócio e o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o instituto instruiu na última quarta-feira (26/5) seus coordenadores e assessores técnicos vegetais a “aplicar sanções administrativas cabíveis” caso fosse observada a prática no campo.

“Tendo em vista o grande número de questionamentos que o setor de agrotóxicos tem recebido em relação à aplicação de agrotóxicos via drone, venho informar e esclarecer que tal modalidade de aplicação não está regulamentada pelo Ministério da Agricultura. Desta forma, trata-se de uma modalidade até o momento proibida”, diz o memorando distribuído pelo IMA.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja, Milho e Sorgo de Minas Gerais (Aprosoja-MG), Fábio de Salles Meirelles Filho, afirmou que a medida, se for confirmada, representa um dos maiores retrocessos tecnológicos na agricultura.

“Sabemos que o drone é um equipamento altamente técnico que economiza defensivos porque sua aplicação é bem direcionada”, diz. Por enquanto, a entidade não recebeu reclamações dos produtores.

Segundo o dirigente, alguns municípios chegaram a criar leis que proíbem a pulverização agrícola por aviões, o que também é uma “aberração”, em sua opinião.

O Sindag, que tem entre os associados a Skydrones, empresa de drones usados em pulverização, foi informado sobre a decisão inédita do IMA e encaminhou pedido de suspensão da medida à Divisão de Aviação Agrícola do Ministério da Agricultura (Mapa).

“Nos causou muita estranheza essa decisão mineira, já que é ilegal proibir algo que não é regulamentado. Isso pode prejudicar ou atrasar a publicação da norma pelo ministério”, disse o diretor do sindicato, Gabriel Colle.

O empresário Daniel Estima, da Skydrones, diz que é uma decisão arbitrária proibir o uso de aeronaves não tripuladas na agricultura. Segundo ele, o governo está tentando prejudicar e culpar o agricultor pela sua própria ineficiência, já que a instrução normativa do uso de drones em pulverização está pronta, foi colocada sob consulta pública em julho do ano passado e ainda não foi publicada.

Segundo o Mapa, o texto da normativa está atualmente em análise pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e não deve ser publicado antes de julho. Questionado sobre o que iria fazer sobre a proibição do IMA, o ministério ainda não respondeu.

Segundo nota da assessoria do IMA na sexta-feira (28/5), o memorando teve caráter educativo e informativo porque o órgão responsável para regulamentar a viabilidade de implantação de drones em todo o Brasil é o Mapa.

“Em Minas, para se implantar drones, é necessário primeiro ter registro no IMA. E o instituto aguarda a regulamentação do Mapa para a implantação dos drones nas lavouras em Minas.”

 

Fonte: GR
Por ELIANE SILVA |  ATUALIZADO EM 
 
Publicado em

Drones Serão Usados Para Procurar Aglomerações em Foz do Iguaçu durante Pandemia

Os drones serão usados como reforço para conter as aglomerações clandestinas

A Prefeitura de Foz do Iguaçu vai fiscalizar aglomerações clandestinas com o uso de drones. Além de seguir o toque de recolher do novo decreto proposto pelo Governo do Estado, o prefeito de Foz pretende intensificar a fiscalização.

“Vamos utilizar drones para fiscalizar festas clandestinas em residências. Esse é um grande problema que ainda enfrentamos e por isso teremos um reforço nas operações com apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar e demais forças de segurança. Vamos monitorar e punir quem não respeitar as medidas”,

disse o prefeito de Foz do Iguaçu Chico Brasileiro,  em entrevista à rádio Cultura.

O Prefeito Chico Brasileiro afirmou que vai seguir o toque de recolher das 20h às 5h proposto pelo Governo do Estado, e na quinta-feira (27) serão publicadas as medidas restritivas em decreto municipal que será válido entre os dias 28 de maio e 11 de junho.

“Nossa posição é de seguir o decreto do Governo do Estado, que começa na sexta-feira (28) e antecipa o toque de recolher para as 20h. Foz tem um agravante de termos a questão do Paraguai e da entrada de novas variantes, então precisamos adotar medidas mais rígidas para conter a transmissão da doença.”

Prefeito de Foz do Iguaçu Chico Brasileiro,  em entrevista à rádio Cultura.

Uma das principais medidas do decreto para frear a transmissão da Covid-19, é a restrição de circulação de pessoas.

Por Kellee Imperator / Estagiária

Fonte: RCMAIS

Publicado em

Criadora de drone que está em Marte vai fazer drone open source

Maxon está se juntando com empresa para fazer novo drone “terrestre”

NASA trabalhou com algumas empresas no desenvolvimento do drone Ingenuity e o rover Perseverance, que estão atualmente explorando Marte. Uma dessas empresas é a suiça Maxon, que foi responsável pelos sistemas de precisão do Ingenuity e que agora está se juntando à norte-americana Auterion para fazer um drones open source. As empresas estão colaborando para trazer benefícios para clientes de drones corporativos e governamentais, que irão funcionar através do módulo aviônico Skynode, da Auterion, e com os motores BLDC da empresa suiça. Com isso, é de se esperar que as empresas desenvolvam um projeto de drone comercial e industrial com uma eficiência energética, boa segurança e com uma ótima flexibilidade.

Essa colaboração pode ser bastante benéfica para o modo de operação da empresa norte-americana, que acredita que esse trabalho em conjunto vá fortalecer ainda mais a área de drones open source. A Auterion afirma que assim isso poderá oferecer um suporte maior a integração de ecossistemas comerciais, governamentais e sem fins lucrativos.


Créditos: Divulgação Maxon

Ambas as empresas apostam que o know-how delas possa fazer com a operação de frotas de drones se tornem mais fáceis para os clientes, diminuindo os custos que elas teriam durante o desenvolvimento. Além disso, elas estão estudando explorar algumas oportunidades a longo prazo juntas, principalmente na área de sistemas de propulsão, piloto automático e monitoramento em tempo real.

“Com nossos motores no helicóptero Ingenuity da NASA, voamos em Marte. Agora estamos nos concentrando em drones na Terra, que desempenharão um papel importante no futuro automatizado. Estou muito satisfeito por estarmos firmando uma cooperação com a Auterion, compartilhando nosso conhecimento e experiência para que possamos atender melhor os clientes no mercado dinâmico de drones. Sua experiência em software de drones, juntamente com nossos 60 anos de experiência como um especialista global em motores e acionamentos, gerará soluções promissoras para o futuro.” – Afirmou o CEO da Maxon, Eugen Elmiger.arte de software.

Com isso elas trabalharão juntas para suprir melhor as necessidades atuais dos seus clientes, mas também é um passo importante delas para o desenvolvimento de tecnologias autônomas.

Por Willian Vieira

Fonte: Drone DJMaxon

.

Publicado em

Com Aeronaves Automatizadas BRF testa drones para entregas em granjas integradas

Aeronaves automatizadas entregam material genético em granja na zona rural de Toledo (PR)

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, realizou em Toledo, no Paraná, a primeira entrega de material genético a produtor integrado feita por meio de um drone. No teste, que marca o pioneirismo da BRF, o drone entregou doses de sêmen suíno para inseminação em uma granja integrada na zona rural do município.

A iniciativa verificou tempo, praticidade e segurança do transporte. Com rota predefinida, a aeronave decola de forma automatizada e usa softwares de navegação, câmeras e sensores para voar até o destino, onde a carga, refrigerada, é desacoplada e deixada na área de entrega.  A seguir, retorna ao ponto de origem.

 

Movido por um conjunto de baterias carregáveis por energia elétrica, o drone contribui para a redução de emissão de carbono na atmosfera, facilita a chegada às granjas, muitas delas em localidades de geografia acidentada, diminui tempo e traz ganhos ambientais. O projeto também tem como objetivos a segurança sanitária e a biosseguridade. “Testamos a movimentação de cargas para estudar a viabilidade desse modelo de transporte para a cadeia agropecuária, para que no futuro possam ser realizados voos mais longos, cobrindo áreas maiores, e para aterrissarmos tecnologias que sejam realmente funcionais no campo”, afirma o diretor de Agropecuária da BRF, Guilherme Brandt.

Depois de avaliados os primeiros resultados, novos testes devem ser feitos. Desenvolvido de forma conjunta pelas áreas de Agropecuária e Tecnologia da BRF, o projeto integra a plataforma Digital Agro 4.0, pela qual a BRF conecta o campo ao digital, e está alinhado com o Plano Visão 2030 da Companhia, de consolidar sua liderança como uma empresa global de alimentos com tecnologia e inovação. “A tecnologia é um meio e não um fim para bons resultados. Com projetos como esse, avançamos na conexão do campo às novas tecnologias, facilitando a vida dos nossos integrados e cumprindo o propósito inovador da companhia”, afirma Antonio Carlos Cesco, diretor global de Tecnologia da BRF.

Foram testados dois drones, com capacidade de transporte de 2kg a 5kg e autonomia de 2,5 km a 50 km. “Foi como ver o futuro chegando”, conta o produtor Ademir Geremias, integrado da BRF há 33 anos e proprietário da granja onde o teste foi feito. Os drones são projetados para voar com segurança durante o dia, à noite e sob chuva leve. “A aeronave monitora automaticamente seus sistemas para garantir que é seguro voar e está programada para evitar a decolagem ou para tomar ações de contingência automaticamente se um problema for detectado”, explica Samuel Salomão, fundador e chefe de produto da Speedbird Aero, empresa parceira no projeto.

 

Fonte: Assessoria
Publicado em

Drones copiam instinto dos pássaros para não colidirem entre si durante o voo

Drones poderão voar em Grupos

Uma estudante de engenharia da Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça, descobriu como fazer com que drones voem em bando sem bater uns nos outros. Ela desenvolveu um modelo de controle que permite que eles interajam entre si e também possam antecipar os movimentos dos companheiros de voo.

“Nosso modelo dá aos drones a capacidade de determinar quando um vizinho está prestes a desacelerar, o que significa que a desaceleração tem menos efeito em seu próprio voo”, explica a responsável pelo estudo, Enrica Soria.

O sistema funciona com uma programação de regras simples e predefinidas, como distância mínima a ser obedecida, velocidade de cada indivíduo e direção a ser tomada durante o trajeto.

“Em um enxame, quando um drone muda sua trajetória para evitar um obstáculo, seus vizinhos sincronizam automaticamente seus movimentos de acordo com esse comportamento. Sem um modelo de controle, isso gera engarrafamentos e colisões”, completa o professor Dario Floreano.

Um drone só não faz verão

Na natureza é fácil observar como os pássaros conseguem coreografar o voo de maneira intuitiva. Ao voar em bando, as andorinhas, por exemplo, podem coordenar seus movimentos de acordo com o comportamento do grupo, ajustando a trajetória, mantendo a mesma distância e velocidade para garantir um alinhamento seguro.

O modelo proposto pelos pesquisadores suíços se baseia no mesmo princípio observado durante os voos coletivos de aves migratórias, como andorinhas e patos. “Em vez de receberem instruções de um computador que calcula a trajetória de cada um para evitar colisões, os drones são comandados por meio de informações individuais, podendo modificar as trajetórias de forma autônoma”, diz Soria.

Esquadrão de drones

Com o sistema desenvolvido agora, será possível criar verdadeiros “enxames” de drones, capazes de cobrir áreas maiores e coletar dados mais precisos, dividindo tarefas entre cada indivíduo do bando, com sensores e funções distintas.

Drones conservam a mesma distância e velocidade em grupo (Imagem: Reprodução/EPFL)

 

Nos testes feitos em laboratório, o modelo de controle autônomo conseguiu melhorar a velocidade e a habilidade dos drones para voar em ambientes com muitos obstáculos. Eles foram capazes de manter a configuração em grupo, desviar de barreiras e evitar colisões em tempo real.

“Biólogos sugeriram recentemente que as mudanças de direção sincronizadas observadas em alguns grandes grupos de aves exigem uma habilidade cognitiva mais sofisticada do que se acreditava até agora. É esse tipo de habilidade que queremos implantar nos drones”, completa o professor Floreano.

Fonte: EPFL

Por Gustavo Minari | Editado por Douglas Ciriaco |

References Soria, E., Schiano, F. & Floreano, D.
Predictive control of aerial swarms in cluttered environments.
Nat Mach Intell (2021). DOI: 10.1038/s42256-021-00341-y

 

Publicado em

Evite perder o drone com simples verificações, configurações e planejamento

Evite perder o drone com simples verificações, configurações e planejamento

Se você gosta de Drones com toda certeza já viu vários vídeos com usuários contando a saga e o sufoco para trazer o drone de volta, ou infelizmente a queda e/ou perda do aparelho. Infelizmente na maioria desses vídeos os usuários não contam os motivos pelos quais o fato aconteceu. Eles geralmente narram o fato, a angústia e o desespero para conseguir salvar seu equipamento, que tem um preço geralmente elevado, a perda e a frustração.

Pesquisando muitos acidentes, lendo manuais e conversando com pilotos experientes cheguei a conclusão que na grande maioria das vezes a queda não se deve a falhas no equipamento, mas sim a falta de planejamento e atenção a telemetria e aos avisos da aeronave. O erro mais comum é confiar unicamente na telemetria de bateria, ou seja na quantidade de bateria que falta, e fazer a regra simples: a quantidade de bateria que gastei para ir é a mesma que gastarei para voltar.

Porque essa regra quase sempre falha, principalmente em voos acima de 600m para drones pequenos e 1.500m para drones maiores, a direção do vento. Pois se para ir o voo foi a favor do vento o drone gastará em média 35 a 50% menos bateria. Ou seja se a volta for contra o vento ele poderá gastar até 60% mais de bateria. Logo observar o vento é importante. Planejar o voo usando softwares como o UAV Forecast, observar as condições meteorológicas no local e ficar muito atento a telemetria e seus avisos podem evitar a falta de bateria e a queda do drone.

Mas como fazer para conseguir ter essas informações e evitar que o acidente aconteça? Usar um checklist de voo que deve constar, no mínimo, com os seguintes itens:

1- Verificar as condições do tempo no local usando aplicativos como UAV Forecast.

2- Planejar o voo, traçando a rota no mapa e para isso pode-se usar o site do App Litchi para fazer os cálculos de distância e tempo estimado de ida.

3- Subir o Drone acima de 20m, ainda com visada, e verificar como o vento está a essa altura.

4- Utilizar a telemetria de forma correta. Os passos acima são importantes, mas o crucial é saber usar a telemetria.

Se a telemetria é a mais importante, seguem algumas dicas para utilizá-la de forma correta. Vamos usar como exemplo a telemetria do DJI GO4, mas pode-se utilizar de forma semelhante em outras marcas e modelos de drone.

O alerta mais importante em relação ao vento, tanto para retorno do drone, como para a própria segurança durante o voo é o alerta abaixo.

Se ocorrer esse aviso, ou um semelhante a esse, baixe o drone para uma altura de segurança.

Outro ponto importante na telemetria é observar a compensação que o drone está fazendo para se ajustar ao vento. Para saber observe a bússola no lado esquerdo do App. Se a parte azul da bola estiver inclinada isso informa que tem vento e o drone está gastando mais bateria para compensar. Para checagem acima o drone deve estar com os sticks no centro, ou seja em repouso.

Você pode e deve ser orientar pela telemetria de bateria, mas se você tem compensação de vento deve-se subtrair, no mínimo, um terço do tempo total de bateria por medida de segurança.

Por fim, usar sempre o check list básico de voo:

Bateria: Controle e Drone sempre com baterias totalmente carregadas. Cheque se a bateria está bem presa ao drone.

Hélices: Verifique se estão bem colocadas, uma hélice mal colocada é um risco muito alto.

Controle: Link o controle ao drone e cheque o Compass, se aparecer a barrinha em amarelo no App mesmo que não peça a calibragem, faça assim mesmo por segurança.

GPS: Sempre decole com no mínimo 8 satélites, apesar do drone permitir decolar com 6 satélites prefira decolar com 8 ou mais satélites.

RTH – Return To Home: No início do voo verifique sempre se o drone marcou o RTH. Muito importante, veja sempre o local onde está sendo realizado o voo para ajustar a altura de RTH. Por padrão é 30m, mas dependendo do local de voo pode ser que tenha obstáculos maiores que 30m, logo altere esse parâmetro.

Decolagem: Decole e pare o drone a uns 5m de altura e veja como está a estabilidade, o barulho e observe se não tem nada de anormal.

Todos esse cuidados não irão impedir um desastre, mas irão reduzir em muito as chances de acontecer algo ruim com seu drone. Bons voos!

Fonte: RTHDRONE